Trabalho voluntário pode ser diferencial na seleção

O número de voluntários no Brasil é baixo – apenas 3 em cada 10 brasileiros já realizaram alguma ação voluntária na vida. Entre jovens de 16 a 24 anos, a proporção piora: só 2 a cada 10 se envolveram em trabalhos voluntários.

Enquanto, em outros países, o serviço comunitário é destaque na seleção não só para empregos, como para a entrada em universidades, aqui esse tipo de atividade ainda parece novidade. Universitários e recém-formados listam a falta de tempo como principal motivo, mas muitos também dizem não ter conhecimento sobre o assunto e não saber aonde encontrar informações.

Nos últimos anos, porém, a atenção vem se voltando ao voluntariado justamente como complemento da vida profissional. Preocupadas em mostrar valores como engajamento e responsabilidade social, quase 60% das empresas brasileiras passaram a considerar experiências não remuneradas como diferencial no recrutamento.

A maioria delas, inclusive, mantém a prática de prestar serviços gratuitos à comunidade mesmo após a contratação. Em alguns casos, os funcionários são incentivados a contribuir nos finais de semana ou durante a jornada de trabalho, enquanto a empresa dedica os próprios recursos à atividade.

Mas por que ser voluntário é importante?

Em primeiro lugar, porque você estará ajudando pessoas que passam por algum tipo de necessidade, seja ela financeira ou afetiva. Quem realiza trabalho voluntário cita também a gratificação pessoal, a sensação de ser útil e o bem estar.

Para as empresas, interessa que o candidato participe dessas ações por causa das habilidades que desenvolve no processo: espírito de equipe, flexibilidade, preparo para lidar com imprevistos e trabalhar com poucos recursos, liderança e dedicação. Além disso, conhecer realidades diferentes e sair de uma estreita zona de conforto costumam ampliar os horizontes de qualquer um, tornando o jovem mais aberto a novas ideias.

Um projeto voluntário também gera oportunidades especialmente valiosas para universitários que ainda não possuem experiência profissional:

  • Colocar a teoria em prática: escolher um serviço relacionado à sua área de formação vai colocá-lo cara a cara com a rotina da profissão. E, ainda mais, em um ambiente de escassez, em que você vai precisar de criatividade e iniciativa para aplicar o que aprendeu na universidade;
  • Atuar em diversas áreas: como há pouco pessoal e estrutura, também é comum que o voluntário acabe passando por várias áreas da instituição, ajudando e fazendo um pouco de tudo – e, é claro, aprendendo sobre o funcionamento geral do trabalho;
  • Desenvolver ideias inovadoras: é muito mais fácil colocar em prática um novo projeto dentro de uma entidade, do que em uma grande empresa. Aproveite para solucionar problemas de forma original, sempre tendo em mente a realidade das pessoas que serão atendidas.

É preciso atentar para o fato de que não é qualquer trabalho voluntário que terá peso no currículo – doar brinquedos uma vez por ano, no Natal, não se encaixa. Também não é recomendado colocar experiências muito antigas, como uma visita ao asilo feita quando você ainda estava no Ensino Fundamental!

Como me tornar um voluntário?

Qualquer um pode se tornar um voluntário, desde que haja comprometimento. Lembre-se de que, ainda que não esteja sendo remunerado, você firmou um compromisso com aquela instituição. O voluntariado não é algo a ser feito “quando puder” ou “quando não tiver nada melhor para fazer”: há horário estipulado e tarefas que devem ser cumpridas.

Teto

Na maioria das organizações, é preciso ter mais de 18 anos e não há idade limite para continuar trabalhando.  Veja aonde se voluntariar:

Pelo Brasil:

Em São Paulo:

No Rio de Janeiro:

Seja voluntário no exterior

Você ainda pode aliar um serviço voluntário com uma experiência internacional. Esse é o trabalho da AIESEC, uma organização de jovens pelo mundo que oferece intercâmbios culturais e profissionais. É preciso ser universitário ou recém formado (com a graduação concluída há menos de dois anos) para participar dos programas, em que o estudante fica em casas de famílias locais e vivencia a rotina do país.

Marcela Lorenzoni é jornalista e professora de inglês. Trabalha na startup de Educação Geekie. Atualmente, mora em São Paulo, onde faz pós-graduação em Educação no Novo Milênio.

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Fontes:

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